Sabe aquele tipo de lugar que você fotografa mil vezes, mas nenhuma foto consegue registrar a real beleza que está diante dos seus olhos? Pois bem, conheci outro canto assim.
Passei a entrada de 2014 em Minas Gerais, mais especificamente na cidadezinha de Aiuruóca. Esse nome estranho significa "casa do papagaio", animal que existia em abundância por ali e que nomeou também o pico mais alto da região, o Pico do Papagaio. A caminhada para se chegar ao topo é bem puxada e recomenda-se que os turistas sejam acompanhados por guias locais. Pesquisei aqui na internet a altitude deste pico e também da Cabeça do Leão, o segundo ponto mais alto dali, mas encontrei informações super distintas nos sites. Aparentemente, o Pico do Papagaio deve ter altitude próxima a 2.300m e, a Cabeça do Leão, 2.100m. Confesso que pensei que o último fosse mais baixo do que isso, pois a caminhada leva bem menos tempo e, para quem olha de baixo, o Pico do Papagaio parece ser bem mais alto do que o outro.
A paisagem da região é rica em tons de verde e seu relevo irregular confere aos observadores um visual absolutamente exuberante. A natureza mostra-se tão poderosa que emociona, toca a alma e trás a cada um sensações profundas.
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| Meu tio e eu |
Aiuruóca é uma cidade pequena, bem pequena, mas não foi exatamente lá que ficamos hospedados. Ficamos em uma fazenda de amigos do meu tio, na região da Pedra do Cangalha (pertencente à cidade de Aiuruóca). Lá eles plantam azeitonas e, sendo meu tio engenheiro agrônomo e uma pessoa sempre disposta a dividir seus conhecimentos, pude conhecer um pouquinho sobre essa cultura e também sobre outras curiosidades da flora local.
Abaixo, algumas fotos das oliveiras:
Nosso primeiro dia foi assim: comilança, caminhada pela fazenda, fotografias, conversas boas e admiração da paisagem. Era tanta lindeza que eu queria tirar foto de tudo!
Demos sorte também com o tempo. Enquanto fazia um calor infernal em muitas partes do país, o clima estava super agradável por ali. Pelas fotos pode-se notar que estamos usando blusas de frio nesse primeiro dia, mas foi só caminhar um pouquinho que já nos aquecemos o suficiente para tirá-las. Ficava fresquinho pelas manhãs e à noite. À tarde fazia sol e calor, ideal para nossos banhos de cachoeira e passeios. Não caiu nenhuma gota de chuva durante os cinco ou seis dias que estávamos lá!
Através das fotos dá para se ter uma ideia de como o lugar é especial, mas não foi só isso o que tornou a viagem tão incrível. Uma coisa essencial para um viajante é a companhia e, também nisso, eu não poderia ter sido mais abençoada. Tenho um carinho enorme pelo meu tio e foi maravilhoso poder passar esses dias ao seu lado em um cenário mágico. Além disso, a família com a qual ficamos é demais! Tê-los conhecido foi uma experiência inspiradora. Tudo isso contribuiu para que eu me apaixonasse por Aiuruóca e voltasse para casa carregando toneladas de saudade dos dias lá vividos. Penso em voltar em breve e muitas outras vezes.
Aos poucos, mais e mais textos sobre essa viagem aparecerão por aqui. Quero registrar cada momento com amor e exclusividade!
Aproveito ainda para desejar um excelente ano novo a todos!

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