terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vôos e Viagens

Voei recentemente com a TAM. Foram quatro vôos nacionais no total e voltei decepcionada.

Antes que eu comece a descrever minhas reclamações e você já vá associando-as à cia aérea supracitada, deixe-me esclarecer: voei de TAM, mas minhas críticas são cabíveis a todas as outras cias aéreas, que seguem os mesmos padrões.




Bem, eu já esperava assentos apertados, que mal reclinam e vôos superlotados. Claro que isso tudo é péssimo, mas é também a realidade há um bom tempo já... Porém, o que me decepciona ainda, apesar de talvez também não ser novidade, são os comes e bebes servidos. Poxa vida! Está cada vez pior...

Lembro-me de quando eu era criança e a alegria que voar representava. Fiz meu primeiro voo aos sete ou oito anos, para Porto Seguro com a mamãe. Tenho a foto até hoje. Depois dessa viagem, vieram outras e a parte do avião era uma das coisas mais esperadas sempre. Era divertido, uma super aventura! Subir aos céus e sentir um pouco, no meu caso bem pouco, de medo. Sei lá porquê, mas eu me sentia especial nessas ocasiões!

Tudo no avião era diferente e mais legal. Eu tinha vontade de levar tudo embora, assumo... travesseiro, cobertor, talheres, potinhos de comida, fones de ouvido, revistas, meias, lenços umedecidos, etc... Poucas vezes até levei alguma coisa. Sempre achei que era pra levar mesmo, afinal todos levavam. Acho que esse é um dos motivos que fizeram as cias aéreas não nos oferecer mais NADA. Apesar dos pesares, morrerei achando o cúmulo cobrarem pelos fones de ouvido e por algumas das outras coisas.

Senti um frio tremendo em um desses meus últimos voos e pedi um cobertor, já que ele não estava esperando por mim sobre meu assento, como costumava esperar. Fui então informada que eles só oferecem cobertores para passageiros de voos internacionais. "Oi? Espera. Acho que não entendi direito!" Fiquei pasma, mas isso não me aqueceu. Aí vieram servir as bebidas e eu logo pensei: "eba! Está chegando a hora de comer! Qual será o cardápio?". Mas antes, a bebida. Perguntei para a aeromoça quais sucos havia e ela respondeu que nenhum. As opções eram muitas: água, coca-cola normal e zero. A frustração me deu um beijo e eu pedi a coca zero. Ainda bem que não me cobraram pela pedra de gelo!

Na hora da "comida", outro tapa na cara. Recebi um pacotinho minúsculo de amendoim. Juro, aquilo não pode ser considerado nem um quarto de porção. Nos vôos mais longos recebi um Polenguinho e duas bolachas de água e sal. O interessante é que não havia talheres para passar o Polenguinho nas bolachas! Que pobreza maldita! 

Eu só queria entender se um possível custo de R$10,00 não poderia já estar incluído no valor que pagamos pela passagem para nos servirem um lanchinho mais razoável e, com isso, nos deixarem felizes! Não porque eles se importem de fato com nosso bem-estar, mas porque somos CLIENTES e, sem nós, eles não sobreviveriam. Além disso, tem a concorrência e seria interessante que algumas empresas se preocupassem em ser melhores que outras. Afinal, foi essa lógica de melhorias para o consumidor que me ensinaram na escola que a concorrência trazia! Capitalismo, concorrência, vantagens para a população. Será que ainda ensinam essas bobagens na escola hoje? Falemos sério!! Que papo mais absurdo dada a realidade que assistimos no mundo. Empresas concorrentes se unem a todo o momento para aumentarem suas forças contra nós e não o inverso idealizado. Onde será que vamos parar? 


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