Pessoas que, assim como eu, amam viajar muitas vezes gostam de imaginar como seria a vida em outro país ou cidade. No entanto, fica difícil abandonar aquilo que já conquistaram onde estão: amigos, família, emprego, hábitos, padrão de vida, etc. Realmente, uma pitada de coragem é preciso nesses casos. Topar a aventura e aceitar qualquer coisa que o mundo trouxer é certamente arriscado.
Na minha opinião, a experiência de intercâmbio é muito válida, aprender idiomas estrangeiros é fundamental no mundo de hoje. Experimentar a vida em outro ambiente, outra cultura, é extremamente enriquecedor também. Estou certa de que minhas experiências em outros lugares influenciaram demais para que eu me tornasse quem sou hoje! Se eu tivesse outra história, seria outra pessoa, talvez pior em alguns sentidos e muito melhor em outros, mas diferente sem dúvidas. Quase tudo foi válido e trouxe aprendizado. Hoje olho para o passado e sinto saudade de muitas coisas e fico feliz por tê-las realizado.
Continuar absorvendo vivências enriquecedoras mundo afora, conhecer e entender culturas estranhas à minha, praticar a liberdade e a independência ao máximo [dentro dos seus possíveis limites existenciais], lidar com o novo e desconhecido, explorar sensações e sentimentos inúmeros são desejos que não deixam de se manifestar em mim constantemente. Tantas vezes imagino e até planejo como seria lançar-me novamente nesse mundo e experimentar tudo isso e mais um pouco.
Pode ser que eu até volte a viver dessa maneira cedo ou tarde, ainda que por curto prazo, mas sinto que agora é diferente. Com os anos [que ainda me são relativamente poucos], vem essa coisa incômoda da autoexigência. Foi tudo muito importante para mim, trabalhar de garçonete ou levar vida de estudante internacional, gastar até os últimos centavos das economias com viagens e outros entretenimentos, não me preocupar tanto com o futuro, viver intensamente, etc. Importante e admissível naquela fase da vida, fase que já passou. Hoje ainda quero poder experienciar um tanto de coisas, mas não consigo mais deixar de me preocupar com outras. Não se trata mais de somar experiências apenas: agora seria preciso conciliá-las. Isso dificulta, mas não impossibilita meu sonhar. Chato mesmo é perceber que tais preocupações são claros sinais de que o tempo não pára mesmo e vai, aos pouquinhos, arrancando a nossa juventude de nós mesmos...

Bru, adorei esse post! Tudo a ver com meu momento!
ResponderExcluirBjs! Saudades!