Buenos Aires em janeiro, nunca mais! A cidade tem vários atrativos, sobre os quais falarei futuramente, mas hoje vou escrever sobre algo que não me agradou em nada: as baratas.
Em primeiro lugar, um calor infernal! Logo que cheguei já senti meu corpo todo inchar. Tive que tirar os anéis, que não entraram mais nos dedos até o fim da viagem. Sentia-me gorda, mais do que o usual. Isso afeta o humor de qualquer mulher. Ok, também faz muito calor no Brasil, mas o calor que senti lá era diferente. Não sei explicar. Não sei se era mais seco ou mais úmido, sei que incomodava bastante. Banho não resolvia. Antes de acabar de me enxugar, já estava suando novamente. Credo!
E, claro, junto com o calor sempre estão elas: as asquerosas baratas! Elas estavam por toda parte e eram daquelas enormes. Aquelas de esgoto, marrom escuras, voadoras, pernudas, com antenas compridas, de andar cambaleante, absurdamente assustadoras. Pior: andavam em grupos (qual o coletivo de barata?).
Fiquei hospedada na casa de uma amiga que estava estudando espanhol em Buenos Aires. Como posso explicar o lugar onde ela morava? Eram apartamentos térreos. Quando vc chegava, havia uma porta da rua. Ao abri-la, havia um corredor e várias portas ao longo dele, cada uma correspondente a um apartamento. Acho que consegui explicar! Assim espero! A porta da rua ficava em uma extremidade do corredor e a porta de entrada do apartamento em que eu estava localizava-se na outra extremidade. Ou seja, era preciso atravessar o corredor inteiro. O 'probleminha' era que havia vários ralos espalhados no corredor até chegarmos à nossa porta e adivinha quem saía de lá? Elas! As próprias! Era uma cena de filme de terror! Juro. Baratas por todo lado, aos montes! Subiam pela parede, ficam imóveis no chão, como se não estivessem nem aí com a nossa presença.
Tanto a minha amiga quanto as amigas dela que dividiam o apartamento não se importavam com os abomináveis insetos. Eu não acreditava nisso, mas era verdade! Uma delas era alta e me levava de 'cavalinho' para atravessar o corredor quando saíamos/chegávamos à noite. Nightmare total.
Como se não bastasse, eu estava dormindo em um colchão no chão: imaginem meu pânico! Medo de acordar à noite com uma barata andando na minha cama, no meu corpo, na minha cara!! Ai, ai, ai... E, como eu já disse, fazia calor, muito calor. O apartamento era simples, sem luxos, sem ar condicionado portanto. Isso significa que a ordem era dormir com a janela aberta. E eu só imaginando que, a qualquer momento, entraria um hambúrger voador pela janela. Meu santo Deus misericordioso! Até para as orações tive que apelar. Está aí uma coisa que não consigo esquecer quando penso em Buenos Aires. E por isso eu digo, com toda certeza: Buenos Aires em janeiro nem pensar! Never ever ever!

Nenhum comentário:
Postar um comentário